domingo, 4 de outubro de 2009

Pedro

Meu sobrinho vai fazer sete meses - mal e mal engatinha, mas tenta andar como um novo Neil Armstrong, dando passos incertos na superfície da Lua. Curioso, todo e qualquer objeto é alvo de suas investidas - uma versão aprimorada de São Tomé que só acredita vendo, tocando e pondo na boca. Também fala uma espécie de subdialeto klingon, que pelas sobrancelhas cerradas e a cara de bravo, não entende como é que a gente não entende o que ele quer.Um telefone, uma pêra, um imã de geladeira, lâmpadas, ventiladores de teto, pilão (esse, um fetiche especial), bolas: atraído imediatamente por qualquer deles, já demonstra um pragmatismo inato e vai pulando de colo em colo até chegar aonde quer. Ninguém resiste aos bracinhos levantados e àquela carinha e pega no colo, morrendo de orgulho por ter sido alvo de uma manifestação espontânea de afeição do pestinha - e já ele levanta os bracinhos de novo, "pulando" pra outro colo e revelando a intenção verdadeira que é chegar perto dos imãs de geladeira, de uma fruta, de uma coisa qualquer que se mexeu. Depois de encantar todo mundo e bagunçar, pular, brincar, chorar, pegar, rir, falar, desmaia e vai dormir. E a gente, criança de novo, faz aquela coisa de minino pequeno, ahhhhhhh....

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